Incêndios florestais: como começam e como combatê-los

30 jul
Categorias: Dicas Notícias

Incêndios florestais: como começam e como combatê-los
Um clima quente e seco, em que a umidade do ar não ultrapasse 20%, a presença de algum elemento que provoque uma primeira fagulha, desde um relâmpago até um cigarro aceso e um combustível para alimentar as chamas – toneladas de madeira inflamável, arbustos e folhagens secas são fatores que combinados geram incêndios destruidores. Caso esteja ventando muito, a situação pode ficar ainda mais complicada, pois correntes de ar são capazes de carregar uma folha flamejante por até 50 metros, gerando desastres, como o incêndio de Roraima em 1998, por exemplo, quando 14 mil quilômetros quadrados de floresta arderam em chamas.

Sem falar no incêndio florestal recente que aconteceu em Portugal no dia 17 de junho deste ano, no vilarejo de Pedrogão Grande, o qual deixou acarretou a morte de diversas pessoas que foram carbonizadas em seus carros enquanto viajavam em uma estrada.

A ocupação desordenada da zona rural

A desocupação desordenada da zona rural também é um fator significante quando se trata de incêndios florestais. O corte de madeira abre clareiras no meio da floresta, o que diminui a resistência do solo e a umidade da região. As queimadas, porém, são o grande inimigo.

O arco do desmatamento trata-se de uma faixa de 3 mil quilômetros de extensão e de até 600 quilômetros de largura, indo do Pará ao Acre, beirando a floresta Amazônica.

O Ibama possui um sistema de quatro satélites, responsáveis por monitorar os focos de calor nos territórios críticos. Segundo o agrônomo Hélio Ogawa, do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, ‘’na suspeita, a ordem é destacar uma equipe para combater o fogo. Cada minuto é precioso para evitar que o incêndio se alastre’’. As estratégias de combate incluem brigadas, aviões e helicópteros, assim como isolamento da região em chamas, limitando os danos.

Técnicas de combate aos incêndios florestais

  1. Água portátil: as florestas fechadas geralmente impedem o acesso de caminhões-pipa, bombas d’água portáteis de 40 litros fazem parte do kit dos brigadistas. Muito úteis na eliminação de focos de fogo oculto. É recomendável utilizar aditivos na água como o LGE classe A, que melhora a penetração da água na madeira, por exemplo.
  2. Vassoura salvadora: a vassoura-de-bruxa se trata de um bastão com tiras de lona que abafam as chamas e extinguem o fogo.
  3. Crie uma linha de fogo: criar um alastramento controlado ao redor do perímetro de um incêndio florestal, muitas vezes, é a forma mais ágil de combater o fogo, pois o fogo controlado lhe permitirá cortar a fonte de combustível do incêndio. Trata-se de um ataque indireto ao incêndio.
  4. Água como ferramenta de supressão: a fonte de combustível pode ser removida por água, pois a torna úmida e o vapor gerado diminui a concentração de oxigênio disponível no local. Ao chegar no local do incêndio, os bombeiros devem interligar suas mangueiras à fonte de água mais próxima.
  5. Espuma classe A ou agente umectante: espumas classe A ou agentes umectantes aumentam a penetração da água nos combustíveis sólidos, aumentando também a eficiência dos combates.
  6. Barreiras naturais: Barreiras naturais como rios, lagos, estradas, regiões rochosas e brejos são opções que podem ser usadas em vantagem à incêndios florestais. Tais áreas de supressão de incêndios devem ser baseadas a partir de um ponto seguro.

Recomenda-se, também, que um trabalho educativo seja feito com comunidades locais próximas às áreas florestais, evitando atitudes que acarretem risco de incêndios e que evidencie a importância das denúncias às autoridades em relação à atividades suspeitas nas áreas florestais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *